…e tinha medo de perguntar.

Criptografia vem do grego e significa “escrita escondida”. Bem, ainda não temos a tecnologia dos filmes de fantasia onde um pergaminho aparentemente em branco revela um mapa do tesouro quando exposto ao luar, mas a criptografia simula isso transformando a informação em algo ilegível ou aparentemente sem valor. Muito fácil: se eu rabiscar bem um cheque de R$100.000,00 ele também perde seu valor por ficar ilegível.

O difícil é o inverso: tornar legível o ilegível, e é aí que está a magia da criptografia.

O primeiro lugar onde alguém antenado pensaria em usar criptografia é na guerra, para comunicar estratégia de movimentação a tropas distantes, espionagem, etc. Se o inimigo intercepta essa comunicação, principalmente sem o primeiro saber, ganha a guerra. Por isso quem primeiro estudou técnicas de criptografia foram os militares, governos e instituições de pesquisas secretas. Focavam em duas coisas: como criptografar melhor e como descriptografar as mensagens do inimigo (criptoanálise).

Na nossa Era da Informação e Internet, criptografia tem um papel central porque viabiliza comunicação segura. Mais até: não teríamos uma Era da Informação se criptografia não fosse de uso dominado por qualquer cidadão, simplesmente porque o mundo comercial não entraria nessa onda de trocar informação (e fazer negócios) por redes abertas se não houvesse um meio de garantir confidencialidade.

Trata-se de um tema muito vasto, fascinante, com muitos desdobramentos tecnológicos. Então vamos somente nos focar em entender aqui o vocabulário desse mundo.